Prestenção: Dua Lipa - Future Nostalgia

resenha por: Roma

Future Nostalgia
Dua Lipa
Ano: 2020
Selo: Warner
Auge: Break My Heart, Pretty Please, Physical


Dua Lipa é uma artista britânica que antes de se aventurar no mundo da música em 2015 ganhava seu pão na carreira de modelo. Fato é que essa primeira apresentação é mero protocolo de site de resenhas, dado que seu nome vem crescendo exponencialmente desde sua estreia em 2017 com o álbum homônimo, passando por momentos memoráveis como a performance ao lado de St. Vincent no Grammy de 2019 e chegando a 2020 com seu segundo álbum de estúdio, o Future Nostalgia.

Desde a divulgação do primeiro single, Don't Start Now, o arranjo composto por fortes linhas graves e com muita referência do pop disco dos anos 80 fez com que o público percebesse a fuga de Dua da fórmula comercial fortemente apresentada em sua estreia para algo com um corpo cheio de referências mas que fica longe do inacessível.

E foi como um dos álbuns mais aguardados de 2020 que Future Nostalgia chegou. Mesmo com um vazamento poucos dias antes da estreia, o volume de ouvintes não se deixou abalar e o álbum atingiu a marca de 1 bilhão de streams nas principais plataformas de música em pouquíssimo tempo.

O grande sucesso da nova obra de Dua Lipa é facilmente justificado quando se ouve as onze composições. Desde a abertura com a faixa título até a derradeira Boys Will Be Boys a obra dança entre muitos elementos do synthpop, fortes linhas de baixo e melodias que lembram bastante artistas como Daft Punk, ABBA e Nile Rodgers. O álbum te faz mergulhar na pista de dança com seu Cuba Libre, calça boca de sino e os passinhos iluminados pelo globo metálico do centro da boate mas isso tudo revisitado já que agora estamos em 2020.

Cada uma das músicas sejam as mais potentes como o single Break My Heart ou as mais desinteressantes como Boys Will Be Boys parece terem sido pensadas dentro de um modelo de álbum visual dado que é muito fácil enxergar uma amarração entre cada uma e também criar toda uma imagética a cada melodia. O único pecado que Future Nostalgia comete é o fato de se apegar demais na nostalgia e de menos no futuro, porém, isso não faz a obra decair e pensando que há sim uma roupagem moderna nas mixagens oitentistas apresentadas, passar um pano pra esse deslize nunca foi tão fácil.

Do começo ao fim, Dua Lipa mostra sua evolução, sua capacidade de ser hitmaker, a sua consolidação como um dos principais nomes do pop atual e além disso, nos agracia logo no começo do ano com um dos álbuns que com certeza marcarão a década.