Lista: O que rolou em 2021 até então


Não da forma como gostaríamos cá estamos nós em mais um ano de pandemia. Diferente do ano passado onde todo esse caos era novo aparentemente rolou, de forma deveras preocupante, um certo costume com o que vem acontecendo desde dezembro de 2019.

Por estarmos mais treinadas digamos assim, e felizmente por termos diversos países superando essa fase de isolamento social e impossibilidade de encontros, o ano fonográfico de 2021 vem fervendo com lançamentos marcantes e diversos.

Segue aqui um singelo catadão de nossos álbuns preferidos até então. Sem ordem de preferência ou importância, mas todos preferidos e importantes. Muita coisa ficou de fora mas a gente tem certeza que vocês alcançam elas a partir desses dez aqui.

Juliana Linhares - Nordeste Ficção
Numa exploração rica e vasta de diversos ritmos nordestinos, Juliana Linhares esmiúça a figura do povo nordestino para além dos estereótipos que surgem no conceito do sudeste como centro do país.


cavalona peçonhenta - peçonhenta
Um dos mais profundos registros do ano que ficam no campo da arte enquanto desconforto. Um álbum que explora e revive grandes movimentações sonoras do final dos anos 90 e que mescla experimentações de diversas linguagens artísticas.


Mdou Moctar - Afrique Victime
Mdou Moctar coloca em evidência o tishoumaren, um ritmo musical que mescla o blues rock com a cultura do povo Tuareg. Um registro carregado de política e que destaca principalmente a ótica de um país colonizado.


black midi - Cavalcade
Depois do aclamado Schlagenheim (Rough Trade Records, 2019), black midi retorna com mais um registro de inéditas onde o destemido pós punk da banda se joga ainda mais no campo do experimentalismo andando por sonoridades até complexas de nomear.


SPELLLING - The Turning Wheel
Como se Hounds of Love de Kate Bush tivesse sido revisitado em 2021 com a estética contemporânea do pop barroco, Spellling expande seu trabalho cravando sua marca como uma das artistas mais visadas deste campo da música.


Indio da Cuíca - Malandro 5 Estrelas
Aos 70 anos de idade, o mestre Índio da Cuíca celebra sua carreira na gravação desse primeiro disco solo. A partir de sua relação com a cuíca, o disco costura uma história de intimidade e sentimento.


Japanese Breakfest - Jubilee
Um dos registros mais intimistas do ano, o grupo entrega uma fluidez única percorrendo as inúmeras possibilidades da música pop. Através de camadas que remete aos anos 80 cedendo para sonoridades mais melancólicas, o disco percorre o caminho da compreensão do que seria a felicidade.


Jadsa - Olho de Vidro
Impossível não se impressionar com a criatividade que transborda das letras e melodia de Olho de Vidro. Com influências bem marcadas, o trabalho se consolida com uma verdadeira entrega da artista, num registro que quebra a cabeça, as previsibilidades e bota o corpo e alma em jogo.


Rico Dalasam - Dolores Dala Guardião do Alívio
Com uma das rimas potentes da cena do rap, Dalasam constrói recortes de uma vivência por meio de uma poesia que traz alívio diante de tantas marcas e diante de um contexto tão opressor, marcando um posicionamento revolucionário ao colocar em questão o afeto, os amores e a vivência de um corpo.


Arlo Parks - Collapsed In Sunbeams
Entre o neo-soul e indie-pop, Collapsed in Submeans é interessante não apenas por ser o debut de um dos nomes mais promissores da cena indie, mas principalmente por Parks, a partir da sua relação com outro, trazer recortes de sua jornada numa profunda abertura poética.