Lista: Os Melhores Álbuns de 2020 Até Então


É um fato que o ano de 2020 já nasceu histórico. E junto dele, mesmo em meio a esse caos, questionamentos, reinvenções, processos de alegria extrema de de fossa profunda e muita, mas muita incerteza a música e a arte no geral não parou. E nós do óia queremos trazer pra vocês esse mimozinho em meio a tudo isso, o que aconteceu de melhor nessa primeira metade do ano. Do álbum caseiro ao super bem produzido no momento pré pandemia a gente pode sim ter ficado carente de muitas coisas, mas não fale isso da música. ouve aí.

The Weeknd - After Hours
Abrindo os lançamentos de 2020 com um dos melhores álbuns do ano, The Weeknd acerta um rumo muito bem definido na tendência dos álbuns de vibe oitentista se reinventando e alcançando um patamar de qualidade que poucos esperavam do artista.


Letrux - Letrux aos Prantos
Para se recolher e depois levantar e lavar o rosto, Letrux entrega um disco que toca em questões consoantes ao nosso tempo. Cada verso escrito e interpretado mostram a força da fragilidade pelo exercício de tentar enxergar a verdade do corpo e da alma. Leia Mais.


Dua Lipa - Future Nostalgia
Do começo ao fim, Dua Lipa mostra sua evolução, sua capacidade de ser hitmaker, a sua consolidação como um dos principais nomes do pop atual e além disso, nos agracia logo no começo do ano com um dos álbuns que com certeza marcarão a década. Leia Mais.


Destroyer - Have Me Met
Ao ouvir o mais novo disco do Dan Bejar, algo é ativado que transporta para um ambiente nostálgico e dançante. Como luzes na pista de dança ou como as luzes da cidade grande andando numa noite estranha, o artista que tem uma extensa discografia segue surpreendente e mostra seu domínio em canções que tem como base guitarras e baterias, soando eletrônico e pop, nostálgico e futurístico.


Bivolt - Bivolt
A rapper Bárbara Bivolt em seu primeiro disco de estúdio chega chegando num disco carregado de personalidade, marcado por uma estética inovadora diante da cena nacional. As canções bebem da fonte do R&B e do Rap, consagrando sua experiência com as batalhas de rima.


Christine And The Queens - La vita nuova
Com seis faixas, o EP de Christine And The Queens é marcado por uma linha narrativa que fica visível no clipe que entregou ao público que une todas as canções. Cheio de camadas, o uso de sintetizadores, seu som pop percorre influências dos anos 80 até o uso de diferentes idiomas nas composições.


Yaeji - WHAT WE DREW 우리가 그려왔던
Pelo menos desde 2017 que a cantora, DJ e produtora coreana-estadunidense Yaeji vem trabalhando com singles e EP’s e agora em seu primeiro disco reúne toda sua experiência na cena eletrônica. A artista se joga para um território imprevisível e marcado pela criatividade, percorrendo diferentes gêneros e que faz lançar seu trabalho para um público maior.


Kiko Dinucci - Rastilho
Áspero assim como a sonoridade da palavra rastilho, o novo disco de Kiko Dinucci é uma referência ao violão e um exercício criativo e reinventivo, buscando preservar e experimentar a sonoridade através desse caminho-explosão. Leia Mais.


Rina Sawayama - SAWAYAMA
Sair de um mundo onde os papéis e culturas são minuciosamente bem definidos e viver sua vida numa cultura onde basicamente é cada um por si, além de trazer grandes conflitos sobre a construção de uma identidade, serviu de alicerce para Rina Sawayama construir uma das melhores obras pop do ano. Leia Mais.


Fiona Apple - Fetch the Bolt Cutters
É fato que a crueza de acontecimentos nunca foi algo totalmente bem digerido pelas diversas pessoas que os enfrentam e os recebem. Mas da mesma forma que coisas cruas demoram para digerir, Fiona Apple faz de seu novo trabalho um clássico que ficará no estômago por muito mais do que pouco tempo. Leia Mais.


Laura Marling - Song Four Our Daughter
Cantando sobre as decepções, perdas e rompimentos a partir de uma carga melancólica mas não necessariamente triste, Laura Marling ainda dentro do indie-folk se expande na busca por outras sonoridades. Percorrendo o lugar da própria experiência para se chegar em ensinamentos que só mesmo o tempo pode lhe trazer. Leia Mais.


Josyara, Giovani Cidreira - Estreite
Em meio a amizade de dois baianos que vivem o caos da capital paulistana e em meio ao distanciamento de relações surge um estudo sobre a força da proximidade, acima de tudo do estreitamento. Leia Mais.


Yves Tumor - Heaven to a Tortured Mind
Contando uma história com começo, meio, mas não necessariamente fim, o mais novo álbum de Yves Tumor te afunda num universo conturbado e incômodo pra questionar até onde é válido se entregar por algo que não tem mais motivos para acontecer. Leia Mais.


Porridge Radio - Every Bad
Através de camadas de guitarras, de bateria e violino, Porridge Radio entrega um disco energético e que propõe uma experiência avassaladora ao investigar o caminho da autodescoberta que é atravessado por sentimentos que mostram beleza, mas também a face dolorosa de toda jovem de vinte e poucos anos. Leia Mais.


Tatá Aeroplano - Delírios Líricos
Ao olhar para a discografia de Tatá Aeroplano é perceptível que estamos diante de um grande poeta. Tal feito se mostra com grandiosidade em seu sexto disco Delírios Líricos. Apresentando uma profunda reflexão sobre a vida e seus sentimentos, as letras são marcadas por uma intensidade sentimental e arranjos que vão do violão, a baterias e percussão, como um afago para dias confusos.


Baxter Dury - The Night Chancers
Mergulhado em referências fortes da cena artística e musical do pop francês, Durry brinca com suas raízes do rock britânico em seu novo trabalho, costurando um filme com vários personagens que relatam suas desconfortáveis histórias sobre encontros amorosos e relacionamentos falidos em uma das melhores obras deste ano.


A Trupe Poligodélica - A Transmutação do Eco em Lenda
Seja o eco que tomou corpo pra virar lenda ou seja a tecnologia que tomou corpo pra virar relação. Na era do encurtamento do tempo e das distâncias, a estréia do grupo Trupe Poligodélica te sacode pra acordar, derreter, desacelerar e refletir sobre os rumos das relações. Leia Mais.


Caribou - Suddenly
Cinco anos após seu último lançamento, Dan Snaith retoma o mundo da música indie eletrônica para falar sobre família, conflitos internos e sofrimentos. Dando uma continuação ao seu último trabalho mas desta vez mais direto em suas composições e usando muito de sua voz para, ao invés de permear sentimentos, falar de forma concreta sobre eles.


Perfume Genius - Set My Heart on Fire Immediatelly
Mike Hadreas chega ao ápice ao utilizar a arte como maneira de reinterpretar a vida. Set My Heart on Fire Immediatelly talvez seja seu disco mais biográfico, nesse momento o artista se volta para a vida pessoal e artística ao utilizá-las como base criativa para um som que é marcado por detalhes. É grandioso e sofisticado nos arranjos, reservando momentos carregados de uma atmosfera dançante e em outros mira num horizonte introspectivo.


Austra - HiRUDiN
Assim como uma substância anticoagulante Austra faz um relacionamento tóxico descer mais fácil mas ainda ser presente na circulação sanguínea em um álbum que fala de términos mas também de recomeços. Leia Mais.


Chloe x Halle - Ungodly Hour
As irmãzinhas do pop e afilhadas de Beyoncé conciliam em Ungodly Hour a experimentação do primeiro disco, com canções mais voltadas para o mercado do segundo. Carregado de conceito, marcado por influências dos anos 2000 e com refrões criativos, a dupla coloca seu nome como um dos mais interessantes na cena do pop.


Lady Gaga - Chromatica
Retomando sua veia no pop, a artista volta de um passeio em outras áreas artísticas e outros gêneros musicais para construir um álbum demolhado nos anos 90/2000 que fala principalmente da problemática da desumanização da artista pop entregando aquela farofa pronta que todo mundo pediu e ela deu.


Freddie Gibbs & The Alchemist - Alfredo
Após o sucesso do aclamado trabalho junto de Madlib em 2019 Bandana(2019, RCA), Freddie Gibbs retoma seus projetos ao lado de The Alchemist que fornece suas encorpadas mixagens e ritmos para servirem de alicerce ao flow, crueza e ressignificação do que é a performance do hip hop de Gibbs.


Rico Dalasam - Dolores Dala Guardião do Alívio
São pouco mais de 10 minutos que o rapper Rico Dalasam percorre as experiências entre a estreia do primeiro disco em 2016 até o momento. O tempo pode ser curto no entanto é carregado de inúmeros sentimentos em versos que cantam sobre as expectativas românticas, relações inter-raciais, um olhar para a própria história, através de uma rima preciosa e batidas que vão do trap ao pop.


Arthur Melo - Adeus
Em Adeus Arthur Melo percorre a memória e os sentimentos através de um registro marcado por detalhes e gravado inteiramente só. Para além disso denotar uma carga extremamente intimista no álbum, o artista mineiro cria canções que lembram as obras visuais de colagens, em que cada pedacinho junto a outro, apresenta grande significação.


Phoebe Bridgers - Punisher
Em um dos álbuns mais aguardados do ano a integrante do supergrupo boygenius apresenta seu mais novo trabalho moldando uma linha com começo meio e fim, experimentando de sonoridades e líricas suprindo e elevando as expectativas de todos que aguardaram este retorno.


Run The Jewels - RTJ4
Em mais uma obra aclamada a dupla de rappers bebe do hip hop tradicional dos anos 90 e pincela camadas do experimentalismo contemporâneo do Neo-Soul para escrever a trilha sonora do atual mundo caótico em um projeto totalmente inovador e diferente de muita coisa que você já ouviu.


Jup do Bairro - CORPO SEM JUÍZO
O grande aguardado EP da artivista Jup do Bairro questiona o que pode o corpo sem juízo. E a partir deste questionamento tece uma obra profunda que fala para além de sua experiência e vivência, fala sobre o coletivo, se constrói pelo coletivo e mostra principalmente as coletivas histórias da população trans, dissidente e periférica num dos melhores EPs nacionais do ano.


Arca - KiCK i
Em seu novo trabalho de estúdio a cantora, compositora, artista visual e produtora venezuelana assume sua identidade não-binária e abre sua década apresentando uma nova musicalidade ao mesmo tempo que não perde sua essência. Junto dela um time de pessoas das quais ela já trabalhou ajuda a encorpar um álbum coeso e experimental de maneira simultânea.


Jessie Ware - What's Your Pleasure?
Desde sua estreia no mercado fonográfico com o excelente Devotion (2012, PMR) a artista preparou um terreno que todos esperavam ansiosamente. O que ninguém esperava era que seu mais novo trabalho traria o suprassumo da Nu-Disco numa coletânea de ótimas músicas com um álbum nem um pouco descartável.